quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Um ano após tomar tiro na cabeça, menina Malala vira símbolo mundial

Historicamente, o noroeste do país é uma das regiões menos desenvolvidas do Paquistão. Mas o Swat, curiosamente, há muito tempo é mais avançado em termos de educação.

Até 1969, a região era um principado semiautônomo, com um governo chamado Wali. O primeiro de seus governantes foi Miangul Gulshahzada Sir Abdul Wadud, apontado por um conselho local em 1915.


Apesar de não ter tido educação formal, ele estabeleceu as bases para uma rede de escolas no vale – a primeira escola primária para meninos apareceu em 1922, seguida alguns anos depois pela primeira escola para meninas.


O padrão continuou com seu filho, Wali Miangul Abdul Haq Jahanzeb, que chegou ao poder em 1949 e criou escolas secundárias e faculdades, incluindo o Jahanzeb College, fundado em 1952, onde o pai de Malala, Ziauddin Yousafzai, estudaria muitos anos depois.

Diante desse histórico, o destino que recaiu sobre as escolas do Swat nos primeiros anos do século 21 é particularmente trágico.

Quando Malala nasceu, seu pai havia realizado o sonho de fundar sua própria escola, que começou com apenas alguns alunos e se transformou em um estabelecimento com mais de mil meninas e meninos.

Grandes aspirações


Na escola é possível ver que a ausência de Malala é profundamente sentida. Do lado de fora de sua antiga classe, há um recorte de jornal a respeito dela. Dentro, sua melhor amiga, Moniba, escreveu o nome Malala em uma cadeira da primeira fila.


Esse era o mundo de Malala – não de riqueza ou privilégios, mas uma atmosfera dominada pela educação. E ela cresceu uma jovem precoce, autoconfiante e assertiva.

Nisso, ela não estava sozinha. Em sua antiga classe, o foco e a atenção são absolutos, com grandes aspirações. Muitas das meninas querem ser médicas, e uma delas diz querer um dia comandar o Exército do país.


Parte da razão para essa motivação é que apenas empregos qualificados permitirão a essas meninas uma vida fora de seus lares. Enquanto meninos com pouca educação podem esperar encontrar trabalhos pouco qualificados, suas colegas do sexo feminino terão seu poder de ganhar dinheiro restrito ao que podem fazer dentro das quatro paredes de suas casas – talvez costura.


“Para meus irmãos, era fácil pensar sobre o futuro”, diz Malala. “Eles podem ser o que quiserem. Mas para mim era mais difícil, e por isso queria me tornar educada e ganhar força com meu conhecimento.”


Esse futuro ficou ameaçado quando os primeiros sinais da influência do Talebã apareceram, em meio a uma onda de sentimentos antiocidentais no Paquistão, nos anos imediatamente depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 e a consequente invasão do vizinho Afeganistão, liderada pelos americanos.


Como em outras partes do noroeste do Paquistão, o Swat sempre foi uma região devota e conservadora, mas o que estava acontecendo em 2007 era muito diferente – anúncios de rádio ameaçando punições no estilo da Sharia (a lei islâmica) para quem não seguisse as tradições muçulmanas locais. E que, de forma ameaçadora, lançavam normas contra a educação.

Educação interrompida


O pior período foi ao final de 2008, quando o líder Talebã local, Mullah Fazlullah, emitiu uma advertência aterrorizante: toda a educação feminina deveria ser interrompida em um prazo de um mês, ou as escolas sofreriam consequências.

Malala lembra bem daquele momento: “‘Como eles podem nos impedir de ir à escola?’, eu pensava. ‘É impossível, como eles podem fazer isso?’”.


Mas Ziauddin Yousafzai e seu amigo Ahmad Shah, que administrava outra escola próxima, tinham que reconhecer isso como uma possibilidade real. O Talebã sempre cumpria suas ameaças. Os dois discutiram a situação com os comandantes militares locais. “Perguntei quanta segurança eles nos garantiriam”, lembra Shah. “Eles disseram: ‘Nós garantiremos a segurança, não fechem suas escolas’.” Mas era mais fácil falar do que fazer.


Nessa época, Malala tinha apenas 11 anos, mas estava bem atenta a como as coisas estavam mudando. “As pessoas não precisam saber dessas coisas com 9, 10 ou 11 anos, mas nós estávamos testemunhando terrorismo e extremismo, então precisávamos estar atentas”, diz. Ela sabia que seu modo de vida estava ameaçado. Quando um jornalista do serviço em urdu da BBC perguntou ao seu pai sobre jovens que estariam dispostos a dar sua perspectiva sobre a vida sob a ameaça do Talebã, ele sugeriu Malala.

O resultado foi o “Diário de uma Estudante Paquistanesa”, um blog publicado pela BBC Urdu, no qual Malala relatava sua esperança continuar frequentando a escola e os temores pelo futuro do Swat.

‘Defender os meus direitos’


Ela viu o blog como uma oportunidade. “Eu queria defender meus direitos”, diz ela. “E também não queria que meu futuro fosse estar sentada entre quatro paredes, apenas cozinhando e dando à luz a filhos. Não queria ver minha vida daquele jeito.”

O blog era anônimo, mas Malala também não tinha medo de falar em público sobre o direito à educação, como fez em fevereiro de 2009 para o apresentador de TV paquistanês Hamid Mir.


“Fiquei surpreso de saber que havia uma menina no Swat que podia falar com grande confiança, que era muito corajosa e articulada”, diz Mir. “Mas ao mesmo tempo estava preocupado com sua segurança e com a segurança de sua família.”

Naquela época, o pai de Malala parecia estar sob maior risco. Ativista social e educacional conhecido, ele sentia que o Talebã se moveria das áreas tribais do Paquistão para o Vale do Swat.


A própria Malala estava preocupada com ele. “Eu pensava: ‘O que eu faria se um Talebã vier à minha casa? Vamos esconder meu pai em um armário e chamar a polícia’”, lembra.

Ninguém pensava que o Talebã alvejaria uma criança. Houve, porém, incidentes notórios nos quais eles haviam atacado mulheres como exemplo. No começo de 2009, uma dançarina foi acusada de imoralidade e assassinada. Seu corpo foi colocado em praça pública no centro de Mingora. Pouco depois, houve um escândalo em todo o Paquistão após o aparecimento de um vídeo de Swat que mostrava o Talebã chicoteando uma menina de 17 anos acusada de “relações ilícitas” com um homem.

‘Voz mais poderosa’


Ziauddin Yousafzai sabia que a notoriedade de Malala no vale a colocava em risco, mesmo não podendo prever o que aconteceria. “A voz de Malala era a mais poderosa no Swat porque a maior vítima do Talebã eram as meninas estudantes e a educação das garotas, e poucas pessoas falavam sobre isso”, ele diz. “Quando ela falava sobre educação, todo mundo prestava atenção.”


Quando Malala foi alvejada, em 2012, os piores dias do poder do Talebã sobre o Swat já tinham ficado para trás. Uma grande operação militar havia expulsado da região da maioria dos militantes, mas alguns permaneceram, discretamente.

“A vida era normal para as pessoas normais, mas para aqueles que levantaram suas vozes, era um período arriscado”, diz Malala. Ela era uma dessas pessoas.


Na tarde do dia 9 de outubro, ela deixou a escola, como sempre fazia, e subiu em um pequeno ônibus escolar. Era um trajeto curto até sua casa, mas sua mãe insistia para que ela fosse de ônibus ou de carro por segurança. No caminho de volta, Malala notou algo diferente. “Perguntei a Moniba: ‘Por que não há ninguém na rua?’”


Instantes mais tarde, ainda a poucos metros do colégio, dois jovens entraram no ônibus. Segundo Moniba, eles pareciam estudantes. Um deles perguntou, em voz alta, ‘Quem é Malala?’. Inicialmente, pensou-se que eram jornalistas, atrás da conhecida estudante. Mas Malala sentiu o perigo. “Ela ficou muito assustada”, Moniba lembra.As outras meninas no ônibus olharam para Malala, inocentemente identificando-a. Começaram os disparos. As meninas sentadas no lado oposto ao de Malala, Shazia Ramzan e Kainat Riaz, também seriam feridas. Ao ver Malala ensanguentada na cabeça, Moniba desmaiou.

Passaram-se 10 minutos até que o socorro chegasse. As quatro foram levadas, três delas feridas.

‘Orgulho de você’


Ao saber do atentado, o pai de Malala correu para o hospital, onde encontrou a filha em uma maca. “Quando olhei para a face dela, desabei, beijei a testa dela, o nariz, as bochechas”, ele conta. “E aí eu disse, ‘Você é minha orgulhosa filha, e eu tenho orgulho de você.” Baleada na cabeça, Malala corria alto risco. Um helicóptero a levou para o hospital militar de Peshawar, o melhor da região. Sem esperança, Ziauddin Yousafzai preparava-se para o pior e ligava para parentes, para que começassem a organizar o funeral. “Foi o momento mais difícil da minha vida.”


“Ela estava inicialmente consciente, mas muito agitada”, lembra o neurocirurgião coronel Junaid Khan, que a atendeu, já na unidade militar. A bala havia entrado sobre a sobrancelha esquerda e se alojado no fundo do crânio. Depois de algumas horas, as condições da menina se deterioraram muito. Uma tomografia mostrou inchaço no cérebro e necessidade de uma cirurgia urgente. A parte do cérebro envolvida é a que responde pela fala e por movimentos de pernas e braços.


O crânio foi aberto e a cirurgia entrou em curso. Até aquele momento, Khan conta, ele não tinha ouvido falar de Malala. Mas a chegada de hordas de jornalistas e equipes de TV deu a dimensão da revolta com o caso no Paquistão e no resto do mundo. Havia a sensação de que, se o Talebã fez isso com uma menina, poderia fazer com qualquer um.

‘Um livro e uma caneta podem mudar o mundo’


No dia 12 de julho, nove meses depois do disparo, viria a maior conquista. Malala chegaria à Assembleia da ONU para discursar. Era o dia do 16º aniversário dela. “Uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo”, ela disse a 400 jovens na assembleia. Ziauddin Yousafzai crê que o discurso da filha foi um ataque contra as percepções negativas em relação a pashtuns, paquistaneses e muçulmanos.


“Ela estava dizendo ao mundo: nós não somos terroristas, nos somos pacíficos, nós amamos educação.” Agora até especula-se se Malala deveria receber o Prêmio Nobel da Paz. A menina de Swat se tornou conhecida globalmente, mas ela ainda acredita que deve voltar ao Paquistão. Poucos recomendariam que ela o fizesse tão cedo. Ainda há temores de segurança, já que ela atrai muita atenção.


Mas Malala não parece disposta a se esconder. “Eles (os críticos) têm o direito de expressar o que sentem, e é meu direito dizer o que quero. Quero fazer algo pela educação, este é meu único desejo”. E quando questionada sobre o que os militantes do Talibã conseguiram no dia em que dispararam contra ela, Malala sorri.

“Acho que eles devem ter se arrependido. Agora, sou ouvida no mundo inteiro.” Por: Pragmatismo Político. 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O dia em que morreu Che Guevara

Capturado em vida, EUA ordenaram execução sumária de Che Guevara. Cadáver do líder latino-americano desapareceu durante 30 anos. Até morto, ele representava um perigo para as classes dominantes


Depois de ter sido, ao lado de Fidel, Camilo e Raul, um dos principais comandantes da Revolução Cubana, de ter assumido o Ministério da Indústria e o Banco Central de Cuba, de ter organizado a guerrilha na África, determinado a impulsionar a Revolução na América Latina e construir um mundo novo, no dia 5 de março de 1967, Che Guevara e o primeiro grupo de 44 guerrilheiros chegaram à Bolívia, numa fazenda cedida por Roberto Peredo, integrante do Partido Comunista Boliviano (apoio pessoal, pois o Partido nunca se comprometeu com a guerrilha).

Falhas cometidas por alguns guerrilheiros e a delação feita por dois desertores deram ao Exército a certeza de que havia um grupo armado na região e sua localização. Preparam o primeiro ataque, que acontece no dia 23 de março, mas a guerrilha já os esperava e, numa emboscada, derrota o Exército sem sofrer baixas. A segunda batalha também é positiva para os rebeldes, tendo ocorrido a 10 de abril.

A seguir, há uma dispersão de forças e tudo transcorre sem maiores novidades até 31 de agosto, quando a traição de Honorato Rojas, camponês que apoiava a guerrilha, proporcionou a emboscada de Vale Del Ieso, quando foi dizimada toda a retaguarda. A essa altura, o exército aprendera com os erros cometidos nas investidas anteriores e com o treinamento de três meses efetuado por enviados do Governo dos EUA: um coronel, quatro capitães e 12 sargentos.

O cerco vai se fechando e, no dia 8 de outubro, Pedro Pena, um camponês interessado em receber a recompensa de US$ 4.200, delata a presença de 17 guerrilheiros (é a vanguarda, comandada por Che). Eles são cercados por 70 homens e há 1.500 nos arredores bem armados e alimentados, enquanto os guerrilheiros estão famintos, maltrapilhos, com fome e sede.

O combate encarniçado começa em torno do meio dia. Às 15h, Che é atingido na perna, sua arma inutilizada; Willy (Simon Cuba) tira-o da linha de fogo. Os dois são detidos: Che, com ferimento leve; Simon Cuba, ileso. Levados para o povoado de La Higuera, são custodiados numa escola, cada um numa sala. No dia seguinte, o presidente da Bolívia, René Barrientos, após consultar seus patrões, o Governo dos Estados Unidos, autoriza a execução sumária de ambos e de qualquer prisioneiro da guerrilha, temendo uma mobilização internacional por sua liberdade e que o julgamento fosse transformado em tribuna, como Fidel o fizera em Cuba. Assim, no dia 9 de outubro, às 12h50, Che e Simon são executados à queima roupa.

No dia 11, desapareceu o cadáver de Che. Até morto, ele representava um perigo para as classes dominantes. Só foi encontrado em 1997, após 19 meses de buscas iniciadas desde que o general Mário Vargas Salinas, um dos que comandaram as tropas contra a guerrilha, revelou que o tinham enterrado em Vallegrande (área da luta). Os restos mortais foram trasladados para Cuba, onde, recebido com honras de herói nacional repousa em Santa Clara.

Brilhando pelo mundo inteiro

Mas, apesar de sua morte, a cada ano que passa, a cada nova geração, aumenta o número dos admiradores e seguidores de Che Guevara em todo o mundo. E não são apenas os comunistas e revolucionários. Os moradores de La Higuera o veneram como San Ernesto. Milhares de jovens nem entendem o seu pensamento e sua luta, mas têm-no como referência por sua dignidade e sua coerência, tão raros em nossos dias em que a degradação moral do capitalismo se espalha por todas as classes sociais. Por que isso? É Jean Paul Sartre, filósofo francês, quem responde: “Foi o ser humano mais completo de nossa era. “O braseiro boliviano de Ñancahuazu foi provisoriamente extinto, mas a sua luz continua a brilhar, a incendiar por toda a parte novos braseiros, a fazer brotar novas centelhas, a guiar os povos como uma tocha na noite. Nada poderá apagar essa luz”.

Ao discursar na Praça da Revolução, em Havana, no dia 18 de outubro de 1967, Fidel Castro assim definiu Ernesto Che Guevara: “Não é fácil conjugar numa pessoa todas as virtudes que se conjugavam nele. Não é fácil que uma pessoa de maneira espontânea seja capaz de desenvolver uma personalidade como a sua. Diria que é desse tipo de homens que é difícil igualar e praticamente impossível superar. Porém diremos também que homens como ele são capazes, com seu exemplo, de ajudar que surjam homens como ele. (…) Muitas coisas ele pensou, desenvolveu e escreveu. E há algo que deve se dizer num dia como hoje: é que os escritos de Che, o pensamento político e revolucionário de Che têm um valor permanente no processo revolucionário cubano e no processo revolucionário da América Latina”. Hoje, o nome de Che, suas ideias e seu exemplo, tornaram-se verdadeiras bandeiras de luta contra as injustiças, contra a opressão do imperialismo capitalista e pelo socialismo e, a cada dia, o pensamento de Che torna-se mais vivo e mais atual.

A honra

Eu creio que a primeira coisa que deve caracterizar um jovem comunista é a honra que se sente por ser jovem comunista. Essa honra que o leva a mostrar-se a toda gente na sua condição de ser comunista, que não o submete à clandestinidade, que o não reduz a fórmulas, mas que ele manifesta em cada momento que lhe sai do espírito, que tem interesse porque é o símbolo de seu orgulho.
Junta-se a isso um grande sentido do dever para com a sociedade que estamos construindo, para com os nossos semelhantes como seres humanos e para com todos os homens do mundo.
Isso é algo que deve caracterizar o jovem comunista. Paralelamente, uma grande sensibilidade a todos os problemas e uma grande sensibilidade em relação à justiça.” – Che Guevara.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

WEB NA AMAZÔNIA É TEMA DE DEBATE EM FÓRUM

O Estado do Pará realizou nos dias 01 e 02 de Setembro o Primeiro Fórum de Ativistas Digitais do Pará (AmazonWeb) que aconteceu em Belém no Hotel Gold Mar, que teve a presença massiva de vários segmentos da sociedade digital paraense e do Brasil. Blogueiros, jornalistas, radialistas, professores e estudantes lotaram as salas do Hotel que ainda teve a presença de autoridades.
Os ativistas participaram dos debates sobre a comunicação na Amazônia, redes sociais, Democratização da Comunicação no Brasil e os avanços da web. 

Entre os palestrantes estão nomes de peso da comunicação entre eles cita-se Conceição Oliveira (@Maria Frô), Tatiane Pires, Sergio Bertoni (Blogosfero), Alex Capuano (CUT Nacional) e Lidyane Ponciano entre outros.

A assessoria de comunicação do Correio Luziense participou do fórum acompanhando todos os detalhes das oficinas e debates.

Para Diógenes Brandão do Blog "AS FALAS DA PÓLIS" ressaltou da importância do evento em Belém tendo como eixo principal a Amazônia, finalizou dizendo: "Este é um grande passo na luta para a democratização das comunicações principalmente na região amazônica que é carente de informação".
Movimentos como o Marajó Forte questionou as dificuldades de acessos nas comunicações na região que é dominada ainda pela grande elite e empresariado do Pará e do Brasil.
O evento que foi realizado pelo SUCESU - Pará (Sociedade de Usuários de Informática e Telecomunicação) com o apoio da CUT (Central Única dos Trabalhadores)


No final do evento reforçaram o convite para o III Fórum da Internet que acontecerá nos dias 03, 04 e 05 de Setembro no Centro de Convenções e Feiras da Amazônia (HANGAR).
Por: Rodrigo Leite Assessoria de Comunicação S.T.I.A.P.A

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Sonho de Martin Luther King continua vivo, depois de 50 anos

O sonho de Martin Luther King continua vivo, depois de 50 anos. Recordando os cinquenta anos do célebre discurso “Eu tenho um sonho” (I have a dream), de Martin Luther King, o Cardeal de Washington, Donald William Wuerl, ressalta o engajamento da Igreja Católica nos EUA com a justiça racial e social.

“A magistral estátua de King, no novo memorial em Washington, nos lembra seu imponente compromisso em conduzir nossa nação à plena consciência da igualdade de todas as pessoas diante de Deus”, declara o cardeal, publicado no Osservatore Romano.

“O seu sonho, tão enraizado na oração e na Sagrada Escritura, continua a nos encorajar a vermos uns aos outros como irmãos e irmãs, filhos do mesmo amoroso Deus”, continua.
O Cardeal Wuerl recorda seu predecessor arcebispo de Washington até 1973, Dom Patrick Aloysius O'Boyle, que rezava para que “os ideais da liberdade, abençoados pela nossa fé e por nossa herança democrática, prevaleçam no país”.

Naqueles dias, o então arcebispo incentivou grupos católicos, paróquias e universidades a participarem da marcha de 28 de agosto de 1963, oferecendo hospitalidade a quem vinha de fora e disponibilizando faixas e cartazes contra o racismo.

“Hoje temos que honrar a sua herança e continuar o seu trabalho” – afirma o atual cardeal. “Este compromisso implica oferecer oportunidades educativas para as crianças, principalmente as mais pobres, que seriam destinadas a escolas mais ‘escassas’”.

Os 96 colégios católicos da Arquidiocese de Washington recebem quase 30.000 crianças da capital e do Estado de Maryland, salienta Dom Wuerl. “Muitas delas pertencem a minorias e não são católicas. Para o próximo ano acadêmico, 2013-2014, a arquidiocese destinou 5,5 milhões de dólares em subvenções aos impostos escolásticos, uma ajuda que sextuplicou nos últimos anos”, revela Dom Wuerl. (Rádio Vaticano).

domingo, 25 de agosto de 2013

Fiéis participam do 2º Círio de Ipixuna do Pará

Cerca de 08 mil fiéis participaram do 2º Círio de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, realizado na manhã deste domingo (25) no município de Ipixuna do Pará. Com o tema “Maria serva, ensinai a Juventude a servir a Deus com fé e alegria”, a programação iniciou com a festividade no dia 15 de agosto e contou com diversas atividades que contribuíram para que a paroquia arrecadasse recurso para a conclusão da Igreja matriz. Outro fator importante foi o apoio da Prefeitura Municipal de Ipixuna do Pará, através das Secretarias que assumiram a organização durante todo o período da festividade de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, onde a comunidade participou de missas, carreatas e muitas atividades culturais. 
Às 7:30 deste domingo, teve início a romaria que após percorrer as principais ruas do centro de Ipixuna, a procissão chegou em frente à igreja matriz, quando o titular da paróquia, padre Juracy Reis de Matos, exaltou Nossa Senhora, agradecendo os dons por ela concedidos a humanidade, citando como exemplos a serenidade, a paciência e a caridade. Em seguida, o pároco conduziu a imagem para o interior da Igreja, onde foi celebrada a missa, para que em seguida os fiéis partissem para o tradicional almoço do Círio. Durante todo o período da festividade de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, a comunidade participou de missas, carreatas e muitas atividades culturais.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

AmazonWeb: Evento debaterá a internet na Amazônia e no Brasil

Nos dias 01 e 02 de Setembro de 2013, Belém do Pará será palco do 1º Fórum de Comunicação Digital da Amazônia, o AmazonWeb, evento que conta com o apoio do CGI - Comitê Gestor da Internet que realizará o III Fórum da Internet no Brasil, no Hangar - Centro de Feiras e Convenções da Amazônia, nos dias 03, 04 e 05 do mesmo mês.

Ambos os eventos debaterão temas relacionados à internet, a democratização da comunicação no Brasil e oferecerá diversas oportunidades de articulação entre ativistas digitais, empresas e desenvolvedores de soluções para a rede mundial de computadores.

O AmazonWeb foi concebido por entidades da sociedade civil organizada que perceberam a necessidade de um evento que antecedesse o III Fórum da Internet no Brasil que será realizado pela 1ª vez em Belém, depois de ser arduamente defendido pela delegação paraense que conseguiu convencer a vinda da 3ª edição do mesmo para nossa capital, junto aos demais participantes e a coordenação do CGI, na 2ª edição do evento, realizado na cidade de Olinda-PE, em Julho do ano passado.

Previsto para receber cerca de 500 pessoas, o AmazonWeb ainda aguarda a confirmação do aluguel do Hangar - Centro de Feiras e Convenções da Amazônia - para abrir as inscrições dos participantes, mas já conta com uma página no Facebook e está articulando junto a outros parceiros, o patrocínio de outras necessidades do evento, tais como passagens e hospedagem de palestrantes e convidados.

O evento promete ser o maior e mais amplo evento do gênero realizado na região norte e visa reunir ativistas de todo o Brasil, muitos dos quais já virão pro III Fórum da Internet no Brasil e assim debater as dificuldades e peculiaridades do acesso à internet na Amazônia, bem como a contribuição que a região pode oferecer nas discussões e proposições dos temas relacionados.

A Comissão Organizadora do AmazonWeb prevê que além de ser um marco, o evento também possibilitará uma discussão entre os comunicadores digitais de diversas regiões do país sobre a democratização das mídias, bem como as viabilidades legais; revelar e evidenciar as personalidades que se destacaram na defesa da democratização das mídias sociais no Brasil; propor políticas públicas para os meios digitais de comunicação que considerem a liberdade, a governança, a universalidade, a diversidade e a neutralidade do ambiente; elaborar um documento oficial  com as intenções dos participantes sobre as políticas de comunicação digital no Brasil, levando em consideração as especificidades de Estado da região Amazônica.

Além de ser um evento aberto ao público, sem cobrança de qualquer taxa para a participação dos interessados, tanto as desconferências, quanto as oficinas constantes na programação serão abertas ao público inscrito e reunirão eixos formadores na área da comunicação digital.

Seu formato prático deverá oferecer condições de assimilação e aplicabilidade imediata pelos participantes e será a oportunidade de muitos usuários que atuam e trabalham na área de comunicação digital encontrarem-se e se potencializarem com a troca de experiências. O evento também colocará em pauta temas que irão contribuir para enriquecer os debates e intervenções nos meios digitais de comunicação, sensibilizando os participantes para o respeito as diferenças, a acessibilidade, a preservação do meio ambiente e a defesa da liberdade de expressão e dos direitos fundamentais da pessoa humana.

O AmazonWeb é uma iniciativa da SUCESU Pará - Sociedade de Usuários de Informátia e Telecomunicações do Pará e tem como membros da Comissão Organizadora a CUT-PA, o FNDC - Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, a ASL-PA – Associação de Software Livre do Pará e o SINDPD-PA – Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras das Tecnologias da Informação do Estado do Pará. 

O que é o CGI?

O CGI.br promove o Fórum da Internet no Brasil com o objetivo de reunir participantes dos setores governamentais, empresariais, acadêmicos, das organizações da sociedade civil, técnicos, estudantes e todos os interessados e envolvidos nos debates e temas a respeito da Internet no Brasil e no mundo. O Fórum é portanto um espaço aberto e um convite para debatermos os desafios atuais e futuros da Internet.

Campanha contra a patente da privatização da palavra "Amazônia".

Os organizadores da AmazonWeb apoiam a resolução do CGI que visa de lutar contra a tentativa de fazer com que a exclusividade do termo “amazon” na internet seja dado à empresa americana Amazon, principal varejista do e-commerce no mundo, tal com  pretendem os acionistas da empresa.

Caso a amazon.com consiga a patente sobre a exclusividade sobre o uso da palavra “amazonia” na internet, o Brasil e dos demais países que compõem a Amazônia Global, teriam de pedir autorização prévia da empresa detentora do domínio se quisessem, por exemplo, registrar um site com o final “amazon”.
 

A palavra engloba todo um bioma, contendo flora, fauna, produção extrativa, conhecimentos tradicionais, cultura, enfim, uma complexidade de componentes, muitos dos quais utilizam a palavra ‘Amazônia’ em sua denominação. Essa utilização ficaria ameaçada, se o termo fosse de uso exclusivo de uma empresa.

Clique aqui e conheça detalhes da Campanha Nossa Amazônia, que visa reunir assinaturas contra uso exclusivo do domínio .amazon. e aqui para assinar a petição contra esse absurdo pretendido pela empresa americana.

Serviço

Evento: AmazonWeb - Fórum de Comunicação Digital da Amazônia.
Data: 01 e 02 de Setembro de 2013.
Local: Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia.
Horário: 08 às 18h.
Programação Cultural prevista:
Noite do 1º dia: Mestres da Guitarrada e Pavulagem.
Noite do 2° dia: Carimbó Sancari e participação especial de Gaby Amarantos.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Jatene sofre constrangimento em frente a ministro

Foto: Mário Santos - DOL  
O que era para ser uma solenidade comemorativa para o Estado acabou se tornando um evento constrangedor para o governador Simão Jatene. Durante a cerimônia de assinatura da portaria ministerial de reconhecimento nacional do Pará como zona livre da febre aftosa, na manhã de ontem em Paragominas, um grupo de funcionários da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) com nariz de palhaço, faixas e cartazes, cobraram do governador e na presença do Ministro da Agricultura, Antônio Andrade, a aprovação do Plano de Cargo, Carreiras e Remunerações (PCCR). Os trabalhadores querem a aprovação imediata do plano com a tabela de vencimentos para todas as carreiras da agência.
O evento iniciou por volta das 10h30 no auditório do Sindicato dos Produtores Rurais de Paragominas. Aos poucos, cerca de 30 manifestantes se levantaram, ergueram cartazes e faixas e começaram a gritar palavras de ordem cobrando o PCCR de Simão Jatene. O constrangimento foi imediato. Alguns militares presentes chegaram a partir para cima dos servidores, mas não houve desforço físico e todos permaneceram no auditório.
Os manifestantes permaneceram no local durante todo o evento e alternavam vaias e palavras de ordem nas falas do governador e das autoridades do Estado que falaram na solenidade. Na faixas, os servidores afirmavam que cumpriram a sua parte no combate à febre aftosa mas o governador não. “Ministro, se o Pará está livre da Aftosa deve-se aos servidores da Adepará. Exigimos PCCR justo já!” ou “Queremos um salário digno da zona livre!”, escreveram os manifestantes. Jatene não respondeu aos apelos e nem tratou sobre o PCCR, afirmando em seguida que só trataria do assunto ao final da cerimônia.
A solenidade encerrou por volta das 12h30 e os manifestantes não deixaram o governador sair do local. Simão Jatene se viu obrigado a reunir para ouvir as reivindicações dos manifestantes. A comitiva ministerial e as demais autoridades seguiram para almoço, onde o governador não apareceu.
Além das vaias, o governador teve que enfrentar outro constrangimento: em sua fala no evento, Mário Lúcio Costa, presidente do Sindicato Rural de Paragominas, disse que a questão ambiental não era o principal entrave à pecuária e ao agronegócio no Pará, mas sim a péssima condição das estradas do Estado e a falta de titulação de terras, o que obriga os produtores a trabalharem às margens das rodovias.
Carlos Xavier, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Pará (Faepa) também apoiou publicamente a reivindicação dos servidores da Adepará. Na reunião, o governador pediu um prazo para avaliar a reivindicação dos servidores.
(Diário do Pará)

sábado, 17 de agosto de 2013

18º Leilão da Fazenda Promissão

Djalma Bezerra recebeu na tarde deste sábado (17) na fazenda promissão, localizada em Ipixuna no Pará, pecuaristas de vários municípios Paraenses e demais regiões do país. Na ocasião leiloou alguns dos exemplares mais cobiçados por fazendeiros da região, animais provenientes de plantéis de respeito muito valorizados no mercado, detentores de características consideradas ideais para a raça, como o Ganache Fiv DB entre outras.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Os forasteiros

Leonardo, 32, e Tanira, 28, se formaram em medicina na Argentina, sofreram preconceito e, de volta ao Brasil, foram selecionados para o Mais Médicos

Ele saiu de Pirituba (zona norte da cidade de São Paulo) e ela de Santa Rosa (RS) para realizar um sonho em comum: estudar medicina.

De famílias simples, Leonardo Fabrício Diniz Abreu, 32, e Tanira Remus Zamim, 28, não conseguiriam arcar com as despesas de uma faculdade particular no Brasil.

Por isso, foram para a Argentina para poder estudar. Lá, se conheceram, se formaram e tiveram uma filha.

De volta ao Brasil neste ano, ambos estão entre os 1.618 médicos selecionados na primeira rodada do programa Mais Médicos, do governo federal.

Nos últimos anos, o que mais incomodou o casal foi se sentir forasteiro.

Foram oito anos longe da família e dos amigos, vivendo em uma terra desconhecida e com um idioma nem sempre compreensível.

Tanira afirma que sofreu muito preconceito por ser uma "forasteira". Conta ter visto muitos colegas brasileiros desistirem no meio do curso pela saudade de casa e pela incerteza em relação a poder um dia retornar e exercer a medicina no Brasil.

Apesar das dificuldades, Leonardo diz que valeu a pena, pois conseguiu sobreviver com R$ 1.800 por mês enviados pelos pais para custear todas as despesas, como faculdade, moradia, transporte e comida.

"No Brasil, a mensalidade de qualquer faculdade de medicina não sai por menos de R$ 5.000. Não teria condições", afirma.

Ele diz não ver diferença de qualidade entre uma universidade particular argentina e uma brasileira.

Leonardo e Tanira estudaram na mesma sala no Instituto Universitário Héctor Barceló, em Buenos Aires. Foram seis anos de curso e mais um de internato para então conseguir o sonhado diploma.

Após a graduação, o casal ficou mais um ano na Argentina para trabalhar e fazer um pé-de-meia. "Trabalhamos no interior da Argentina, com todas as dificuldades de equipamentos e exames que também vemos nas áreas mais carentes do Brasil", diz ele.

Assim que retornou ao Brasil, em abril deste ano, o casal voltou a se sentir "forasteiro", com os diplomas nas mãos e sem poder trabalhar.

Eles contam que fizeram a inscrição nas provas das universidades federais que fazem a revalidação do diploma --já fizeram uma delas.

"O problema é que, se não passarmos, só poderemos prestar no ano que vem. É mais um ano parado, sem trabalhar", diz Leonardo.

Com o fim das economias, Leonardo e Tanira agora contam com a ajuda dos pais para sobreviver.

Para eles, o programa Mais Médicos foi uma forma de ingressar rapidamente no mercado de trabalho e ainda ter uma bolsa de R$ 10 mil.

Balanço divulgado pelo Ministério da Saúde nesta semana aponta que, dos 1.618 médicos selecionados na primeira rodada do programa, 164 são como Leonardo e Tanira, brasileiros que se graduaram em outros países.

Esses 164 brasileiros estão contabilizados entre os 522 profissionais que atuam no exterior --os demais 358 são estrangeiros.

Assim como os demais candidatos, Leonardo e Tanira assinalaram seis opções de locais onde tinham interesse em trabalhar.

A primeira era São Paulo, para "não precisar mudar de casa nem modificar a rotina".

Os dois se consideram sortudos, pois foram contemplados com a primeira opção, mas ainda não sabem exatamente em qual bairro serão alocados.

"Ganhamos a oportunidade de o nosso país abrir novamente a porta para nós", afirma Tanira. Por GIOVANNA BALOGHDE SÃO PAULO.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Massacre no Egito é humilhação para Obama

Em nenhum outro aspecto, a administração de Barack Obama é tão fracassada quanto no Oriente Médio. E em nenhum outro ponto do Oriente Médio a humilhação imposta ao presidente dos Estados Unidos é tão grande quanto no Egito. O massacre desta quarta-feira 14, no qual ao menos 278 pessoas morreram, mostrou como a maior potência mundial é incapaz de exercer influência sobre um Exército assassino, mesmo bancando os generais que o comandam. E não há perspectivas para o fim da vergonha.

O apoio dos Estados Unidos ao Egito data do fim da década de 1970. Ao assinar a paz com Israel em 1979, o ditador da época, Anwar Sadat, tirou seu país da esfera de influência da União Soviética e o colocou sob as asas norte-americanas. Desde então e até hoje, duas razões primordiais mantêm a parceria Washington-Cairo. O tratado de paz é fundamental para a segurança do Oriente Médio, e também de Israel, grande aliado dos EUA, e o Egito controla o Canal de Suez, mais importante rota comercial do mundo.

Em troca, os EUA repassam ao Egito 1,5 bilhão de dólares anuais, sendo que parte do montante vai diretamente para o bolso dos principais generais. Nos 30 anos do regime de Hosni Mubarak, o presidente que mais insistiu para o país caminhar rumo à democratização foi o de George W. Bush. Após o 11 de Setembro, a administração republicana reconheceu o óbvio: por trás do terrorismo estava a falta de democracia e não o islã. O ímpeto acabou rápido. Em 2005, a Irmandade Muçulmana, que por décadas foi ilegal e apresentava candidatos independentes, ganhou 88 assentos no parlamento egípcio. No ano seguinte, o Hamas, um braço da Irmandade, venceu as eleições nos Territórios Palestinos Ocupados. A dificuldade de lidar com aberturas democráticas que inevitavelmente produziriam governos antiliberais – como são os representantes do islã político pregado pela Irmandade e outros grupos – acabou com a chamada “promoção da democracia”.

Em 2009, cinco meses após assumir a Casa Branca, Obama fez um importante discurso no Cairo. Lembrou os antepassados muçulmanos, citou o Corão e defendeu de forma veemente valores democráticos. Com o surgimento da chamada “Primavera Árabe”, Obama foi surpreendido, assim como boa parte do mundo. O presidente dos EUA provavelmente não esperava que precisasse enfrentar as contradições das ações e discursos norte-americanos tão rapidamente. Ficou claro que, como costuma ocorrer nas relações internacionais, os interesses se sobressairiam diante dos valores.

Obama demorou a condenar a repressão imposta por Mubarak à praça Tahrir. Não fez vale seu peso para acelerar a transição do governo militar, que cometeu uma série de atrocidades. Numa tentativa de criar laços com a Irmandade Muçulmana não condenou de forma veemente os abusos cometidos por este grupo ao chegar ao poder. No último 3 de julho, não condenou o golpe cívico-militar que derrubou Mohamed Morsi. O resultado é que os dois lados da fraturada sociedade egípcia – os adeptos do islã político e os setores cristãos e seculares – são igualmente hostis aos Estados Unidos.

Tal situação esgotou o poder de influência norte-americana no Egito. Segundo reportagem da agência Reuters, emissários da União Europeia teriam conseguido obter um compromisso da Irmandade Muçulmana para acabar com o impasse surgido após o golpe de 3 de julho. O recado foi levado ao atual ditador do Egito, o ministro da Defesa Abdel Fattah al-Sissi, junto com “duras mensagens” do secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel. A resposta de Sissi foi dada nas ruas.

As ocupações das praças Nahda e Rabaa al-Adawiya, mantidas pela Irmandade no Cairo desde o golpe, foram desfeitas com extrema brutalidade. Relatos da imprensa internacional apontam o uso de blindados, escavadeiras, atiradores de elite, munição real e gás lacrimogêneo contra os manifestantes. Pelo menos uma pessoa morreu queimada na barraca em que estava. Três jornalistas – o cinegrafista Mick Deane, da britânica Sky News; Ahmed Abdel Gawad, do jornal egípcio Al-Akhbar; e Mosab El-Shami, fotógrafo do site islamista RNN – foram assassinados. A violência no Cairo se espalhou pelo país inteiro. Adeptos da Irmandade Muçulmana e outros grupos religiosos atacaram igrejas cristãs e delegacias. Ao todo, estão confirmadas pelos ministérios da Saúde e do Interior 235 mortes de civis e 43 de policiais.

No âmbito político, surgiram novos indícios de que o regime Mubarak está sendo remontado. Uma das faces civis mais importantes do novo governo, o Nobel da Paz Mohamed El-Baradei (que apoiou o golpe) deixou o posto de vice-presidente para assuntos internacionais. E o Exército confirmou a retomada, por um mês, do estado de emergência, que vigorou entre 1967 e 2012. A exceção deve abrir espaço para mais abusos por parte das autoridades.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, afirmou que a violência era “deplorável”, mas disse acreditar que o caminho para a solução política “continua aberto” mesmo após o massacre. A maior represália cogitada pelos Estados Unidos é o adiamento do treinamento militar “Estrela Brilhante“, em conjunto com as Forças Armadas egípcias e programado para setembro.

Seria ingenuidade pedir para os Estados Unidos cortarem de uma hora para outra a ajuda de 1,5 bilhão que dão ao Egito. Nenhum Estado abre mão de interesses em nome de ideais e, caso Washington fizesse isso, a Arábia Saudita e outros parceiros do Golfo Pérsico ficariam contentes em substituir a fonte de dinheiro. Há, no entanto, até políticos republicanos que apoiam o fim da ajuda, indicando a existência de espaço político nos EUA para dar um passo arriscado. Tivesse Obama coragem e interesse, colocaria sua administração para trabalhar em busca de soluções que não a simples repetição do ciclo de "críticas-mediação-pagamento". Este tipo de ação serve apenas para minar a influência norte-americana no Oriente Médio e fazer o país ser visto como cúmplice de massacres como o desta quarta-feira. Hoje, os militares egípcios estão dedicados a perseguir a Irmandade Muçulmana de modo a tentar acabar com o grupo. Como afirmou o cientista político Emad Shahin ao jornal The New York Times, os ditadores entendem que, no fim, o Ocidente vai apoiar o lado vencedor e, de certa forma, estão certos. por José Antonio Lima

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Paragominas realiza a 47ª Agropec

a 47ª Feira Agropecuária de Paragominas (Agropec), realizada de 10 a 18 de agosto é tida como uma das maiores feiras agropecuárias do estado. Em sua última edição movimentou mais de R$ 20 milhões em negócios. Este ano, o objetivo é ampliar ainda mais o Feira. “É muito importante para nós um evento da envergadura da Agropec. E nós temos potencial para crescer ainda mais e fazer dela uma ‘Barretos’ do norte”, afirmou o presidente do SPRP, Mauro Lúcio Costa.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:

08/08/13 - Quinta: 
08:00 às 18:00 hs – Recepção dos Animais
21:00 hs – Baile country - escolha da miss agropec 2013

09/08/13 - Sexta:
08:00 às 18:00 hs – Recepção dos animais
20:00 hs - 7º Leilão de Produção Brahman Pará

10/08/13 - Sábado:
08:00 às 18:00 hs – Recepção dos animais
20:00 hs – 4º Leilão Boi Bom
21:00 hs – Abertura Oficial da 47ª Agropec
23:00 hs – Show Lucas Lucco

11/08/13 - Domingo:
07: 00hs – Inicio do concurso Leiteiro – 1ª. Ordenha
09:00 hs – Cavalgada
14:00 hs – Recepção do cavalo Mangalarga Marchador
22:00 hs – Show Amigos da Agropec.

12/08/13 - Segunda: 
07:00 hs - Continuidade concurso leiteiro 
19:30 hs – Palestra a ser definida
23:00 hs – Show Gospel

12/08/13 - Segunda: 
07:00 hs - Continuidade concurso leiteiro 
19:30 hs – Palestra a ser definida
23:00 hs – Show Gospel

13/08/13 - Terça:
07:00 hs - Concurso leiteiro – último dia
08:00 hs – Pesagem e diagnóstico de gestação dos animais
17:00 hs – Palestra a ser agendada
18:00 hs - Encerramento concurso leiteiro 
19:00 hs - 12º Leilão Boi Branco (Tatersal da Faz. Boi Branco)
21:00 hs – 10º Celebrai-RCC – Eros Biondini.

14/08/13 - Quarta:
08:00 hs – Inicio do julgamento de bubalinos
14:00 hs – Início de Julgamento de Bovinos da raça nelore
19:00 hs- 5º Leilão Balde Cheio
19:30 hs – Palestra a ser agendada
21:00 hs – Show Chiclete com Banana

15/08/13 - Quinta: 
08:00 hs – Continuação de Julgamentos de Bovinos da raça nelore e guzerá 
14:00 hs - Inicio do julgamento do Cavalo Mangalarga Marchador
20:00 hs – 11º Leilão Guzerá peso pesado
21:00 hs – Início Rodeio Show Gren Festival 
23:00 hs – Show João Lucas e Marcelo

16/08/13 - Sexta: 
08:00 hs – Finalização dos julgamentos de Bovinos da raça nelore e guzerá
14:00 hs - Continuação do julgamento do cavalo Mangalarga Marchador
19:00 hs – 9º Leilão Condomínio Paragominas
20:00 hs – Palestra sobre Turismo
21:00 hs – Rodeio Show Green Festival 
23:00 hs – Show Garota Safada

17/08/13 - Sábado:
08:00 hs – Finalização do julgamento do cavalo Mangalarga Machador
11:00 hs – 18º Leilão Produção Fazenda Promissão 
20:00 hs – 1º. Leilão Sela de Prata – Haras Jutaí - Mangalarga Marchador
21:00 hs – Encerramento Oficial da 47ª AGROPEC
21:00 hs – Rodeio Show Green Festival
23:00 hs – Show Cesar Minoti e Fabiano 

18/08/13 - Domingo:
18:00 hs – Saída dos Animais
21:00 hs – Rodeio Show Green Festival
23:00 hs – Show Humberto e Ronaldo

Definidas regras para casas em cidades pequenas

As diretrizes gerais e regras do Programa Minha Casa, Minha Vida para aquisição de imóveis por famílias com renda mensal até R$ 1,6 mil em municípios com população inferior a 50 mil habitantes foram publicadas nesta terça-feira (13) no Diário Oficial da União.

O empreendimento deverá estar inserido na malha urbana ou em zonas de expansão urbana que tenham via pública de acesso, infraestrutura urbana básica com pavimentação, drenagem pluvial, calçadas, guias e sarjetas, rede de energia elétrica e iluminação pública, rede para abastecimento de água potável e soluções para esgotamento sanitário e coleta de lixo.

Pelo menos 3% das unidades habitacionais serão reservadas para idosos. As residências que tiverem pessoas com deficiência deverão ser adaptadas e as destinadas a famílias com crianças em idade escolar deverão ter, em seu entorno, escolas de educação infantil e fundamental.

Municípios com população inferior a 20 mil habitantes poderão contratar até 30 unidades habitacionais; e os com população entre 20 mil e 50 mil poderão contratar até 60 unidades.

O valor máximo de cada habitação será R$ 35 mil. Os recursos destinados a este fim vem do Fundo de Arrendamento Residencial, no âmbito do Programa Nacional de Habitação Urbana, e será disponibilizado por meio de instituições financeiras oficiais federais.

De acordo com a portaria assinada pelo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, entre as diretrizes do programa estão a criação de novos postos de trabalho diretos e indiretos, além da execução de ações inclusivas para de fortalecer a autonomia das famílias e sua inclusão produtiva.

Caberá ao Ministério das Cidades estabelecer regras e condições para implantação dos empreendimentos, definir a tipologia e o padrão das moradias e da infraestrutura urbana, além de estabelecer os critérios de elegibilidade e seleção dos beneficiários e avaliar o desempenho do programa. A seleção dos beneficiários fica a cargo de estados, municípios ou dos órgãos de administração que aderirem ao programa.

Para participar do programa, as empresas do setor de construção civil deverão apresentar, até 31 de dezembro, às instituições financeiras oficiais federais, os projetos de produção de empreendimentos.
(Agência Brasil)

Documentário Araguaia: Campo sagrado.

A convite do Grupo Tortura Nunca Mais-SP e do Comitê Paraense pela Verdade, Memória e Justiça, o Viomundo lança simultaneamente, nesta terça-feira, às 20h, o documentário Araguaia: campo sagrado, de Paulo Fonteles Filho e direção de Evandro Medeiros.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

A Luz da Nossa Revolta

O município de Ipixuna do Pará e toda sua População sofrem mais uma vez com a incompetência e má gestão da concessionária de Energia Rede Celpa. Era tarde deste Domingo 11 de Agosto quando faltou energia e só retornou na manhã desta Segunda (12). Portanto, nosso povo padeceu mais de 24 horas sem Energia Elétrica, acarretando prejuízo no comércio local.

O desrespeito com um apagão tão demorado requer que os cidadãos Ipixunenses sejam Indenizados por tantos Prejuízos. No momento em que o Brasil clama por justiça, infraestrutura e mais qualidade de vida, torna-se necessário que juntemos nossas vozes para denunciar tamanha calamidade pública com o nosso povo.

Essa seria uma excelente bandeira de luta para os movimentos sociais organizados, pois convivemos com esse problema há anos e até o momento nenhuma providência foi tomada por conta da Rede Celpa. Uma grande mobilização esta sendo programada para protestar contra o descaso.  

sábado, 10 de agosto de 2013

Revoltado contra a impunidade, povo de Ipixuna interdita a BR 010

Foto>> Rogério Corrêa >> Blog Ipixuna do Povo.  
A manhã deste sábado (10) foi de muita comoção e revolta para as mais de duas mil pessoas que participaram da CAMINHADA POR JUSTIÇA, CONTRA A IMPUNIDADE no município de Ipixuna do Pará. A Caminhada percorreu as principais ruas da cidade e chegou agora a pouco na BR 010 que foi interditada por tempo indeterminado.
A manifestação planejada cerca de 15 dias ganhou força devido a falta de resposta da Policia Civil referente ao caso da jovem Bárbara Albuquerque, assassinada brutalmente ha 70 dias e até o presente momento, nenhum de seus algozes foram presos. Outro fator que podemos levar em consideração, foi a morte do policial militar assassinado por bandidos na tarde de quarta-feira (7) na comunidade no distrito de Novo Horizonte, um dos manisfestantes disse que: “se a Polícia descobriu em tempo recorde quem matou o policial, por que até agora não descobriram quem matou Bárbara?”.


Imagens da Semana