sexta-feira, 2 de março de 2012

Caso Rede Celpa.

Depois que o jornalista Amauri Ribeiro Jr. publicou o livro A Privataria Tucana, que desnudou a farsa da tucanalha e expôs toda roubalheira destes, agora é a vez da cair mais uma das 'lorotas pétreas' dos tucanos no que se refere as privatizações: a tal eficiência privada.

Pois eis que nesta terça na CELPA privatizada pediu concordata, conforme a própria empresa
A CELPA foi privatizada por Almir e Jatene, sem que ninguém tenha notícia de onde foi parar o dinheiro. De lá para cá, a falta de investimento e a gestão temerária, só fez o serviço piorar e a falta de energia já é um dos principais entraves ao crescimento industrial do estado.
Quis o destino que no momento em que a CELPA oficializa sua péssima gestão privada, o governo esteja novamente 'sitiado' pela mesma turma que a entregou numa bandeja.
O intrigante nessa questão é exatamente isso, ou a CELPA está sendo 'devolvida' ao Estado pelas mãos de quem a doou, ou pelo menos o resultante da pilhagem, ou o governo tucano está sendo chamado a patrocinar um 'um novo' esquema para viabilizar algum outro negócio.
É preciso entender bem esse processo de definhamento da CELPA, que, me arrisco a dizer, é orquestração recente, pois, até três ou quatro anos pra trás, pouco tempo portanto, a empresa obteve vários empréstimos junto a instituições financeiras importantes, se credenciado aos empréstimos após rigorosa análise de crédito.
Será que as instituições cometeram um erro coletivo nas análises financeiras da empresa, que diga-se de passagem tem suas contas auditadas por consultoria externa? ou será, como parece, que essa situação da empresa foi meticulosamente gestada?
Seria interessante que a bancada do PT na ALEPA comesse a pensar na possibilidade de pedir a abertura de uma comissão de inquérito para apurar o caso. Isso está com cara de bandalheira !!
E o Lorota ainda quer privatizar a COSANPA !!!

BRASÍLIA, 29 Fev (Reuters) - A solução da Celpa, distribuidora de energia do Pará controlada pelo Grupo Rede Energia, pode passar por um processo de intervenção federal seguido de relicitação da empresa, disse à Reuters nesta quarta-feira uma fonte do governo.

Segundo a fonte, que pediu anonimato, essa solução é preferível à hipótese de a estatal Eletrobras assumir o controle da Celpa. "A Celpa é uma empresa de mercado, então a solução tem de ser de mercado."

A Celpa informou na terça-feira que entrou com pedido de recuperação judicial. A empresa tem um dos piores desempenhos da Rede Energia.

Outra fonte ligada à Eletrobras disse também nesta quarta-feira que sob a ótica empresarial não haveria interesse em socorrer a Celpa. A holding, no entanto, já possui uma participação de 34 por cento na empresa paraense.

Na terça-feira, o presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, chegou a afirmar que a entrada da estatal na Rede Energia, cujo controle foi colocado à venda, dependeria de decisão do governo federal. O executivo não fez comentários específicos sobre a Celpa.

A fonte do governo lembrou que em janeiro a Eletrobras assumiu o controle da distribuidora Celg, que também passava por crise, mas que se tratava de uma empresa estatal, controlada pelo Estado de Goiás. "Uma coisa é uma estatal estadual e outra é uma empresa privatizada que já foi leiloada."

Segundo a fonte, caberá agora à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidir tecnicamente se haverá intervenção federal na Celpa.

Se essa for a decisão, a solução seria semelhante à adotada pelo governo com a Cemar, distribuidora de energia do Maranhão. Privatizada em 2000, a Cemar passou por problemas financeiros até a Aneel decretar intervenção em 2002. A própria agência coordenou o processo de alienação da empresa, que é controlada pela Equatorial Energia.

Procurada, a Aneel informou que o pedido de recuperação judicial dá à Celpa prazo de 60 dias para apresentar um plano à Justiça. Se ele não for aceito e a falência for decretada, o processo pode culminar na extinção da concessão.

CENÁRIO INCERTO

A agonia da Celpa acontece em meio ao processo de venda de 54 por cento da Rede Energia pelo acionista controlador, o empresário Jorge Queiroz Jr.

AES e State Grid chegaram a manifestar interesse, mas desistiram do negócio, segundo fontes. A CPFL Energia, por sua vez, não teria interesse em todas as distribuidoras da Rede Energia.

Qualquer movimento para resgatar Celpa ou Rede Energia por parte da Eletrobras seria negativo para a estatal federal, disseram os analistas Francisco Navarrete, Tatiane Shibata e Giovana Siracusa, do Barclays.

"Mesmo se a transação não destruir valor para a Eletrobras, ela aumenta o risco ao potencialmente adicionar ativos de distribuição, os quais a Eletrobras não tem conseguido recuperar", afirmaram em relatório.

A Celpa tem uma dívida líquida de cerca de 2 bilhões de reais, segundo o Barclays, enquanto a Rede Energia como um todo tem um dos endividamentos mais altos do setor elétrico, com uma dívida líquida de cerca de 6 bilhões de reais.

O melhor cenário seria a venda da Celpa após o processo de recuperação judicial e a redução da dívida, segundo a analista Lilyanna Yang, do UBS, em relatório.

"Esta é uma melhor solução para o setor elétrico brasileiro, na nossa visão, considerando que a Celpa seja comprada por companhias de qualidade como CPFL Energia, Cemig ou Equatorial Energia. Sem um corte de dívida, no entanto, não vemos valor patrimonial significativo na Celpa", comentou ela.

0 comentários:

Postar um comentário

Imagens da Semana